As caixas d’água e cisternas devem:
Como definir o volume da caixa d’água:
A caixa d’água deve garantir o abastecimento da moradia por 24 horas em caso de interrupção no fornecimento da rede pública. Para calcular o volume ideal, considere que cada morador consome, em média, 200 litros de água por dia.
Fórmula: volume da caixa d’água = número de ocupantes × 200 litros
Como limpar sua cisterna e caixa d’água:
(recomendado para reservatórios de até 2.000 litros)
Desinfecção do Reservatório:
(proporção indicada para caixa de 1.000 litros)
No banheiro:
Na cozinha:
Em jardins, calçadas e quintais:
Cuidados com a torneira:
São pequenos equipamentos utilizados nas instalações prediais de água potável, como residências, bebedouros de escolas, centros comerciais, entre outros.
Funcionam como uma barreira física, com a função de reter partículas em suspensão na água, não eliminando bactérias. Podem ser instalados no ponto de entrada do abastecimento ou no ponto de consumo.
Filtro de entrada:
O ponto de entrada é o local onde a água entra no estabelecimento ou na residência.
A filtração nesse ponto é importante porque, além de reter impurezas presentes na água, também protege os encanamentos contra corrosão, vazamentos e entupimentos, bem como os equipamentos que utilizam água, como chuveiros, torneiras, máquinas de lavar, bebedouros e cafeteiras.
Filtro de ponto de consumo:
O ponto de uso é o local onde a água é utilizada diretamente para beber, fazer gelo, cozinhar, entre outros. A principal função desses filtros é remover partículas em suspensão presentes na água, provenientes do desprendimento de materiais das tubulações, que são transportados até o ponto de consumo.
Por se tratar apenas de uma barreira física, ocorre acúmulo de sujeira ao longo do tempo. Caso essa sujeira não seja removida, a redução do fluxo de água pode favorecer o crescimento de colônias de bactérias, contaminando a água e atingindo o consumidor final. Por isso, é fundamental realizar manutenção regular do filtro doméstico.
Limpeza do filtro (vela cerâmica):
1ª etapa: Remoção do lodo
Quando houver redução do fluxo de água no filtro, deve-se realizar a limpeza. Remova a vela cerâmica do suporte e escove com uma escova de cerdas plásticas, específica para esse uso, até remover todo o lodo da superfície, recuperando sua coloração branca.
2ª etapa: Desinfecção da vela
Prepare uma solução de hipoclorito de sódio na proporção de 10 ml (aproximadamente uma colher de sopa) para cada litro de água. Mergulhe a vela cerâmica na solução por 20 minutos.
Em seguida, recoloque a vela no suporte e deixe a água escoar por alguns minutos para remover o excesso de cloro. Após isso, o filtro pode ser utilizado normalmente. Esse processo deve ser repetido sempre que houver redução do fluxo de água.
Importante: Nunca utilize açúcar para limpar velas de filtro, pois isso favorece o crescimento de micro-organismos.
Filtro de carvão
Filtros com cartucho de carvão ativado não podem ser lavados ou desinfectados. Quando apresentarem redução na capacidade de filtração, devem ser substituídos. Esse tipo de filtro remove o cloro da água.
Cuidados com a água de beber:
Em locais sem abastecimento de água tratada, é fundamental ferver a água por, pelo menos, 1 minuto após a filtração antes do consumo. Essa é uma alternativa segura, especialmente quando a água estiver turva. Caso não seja possível ferver, deve-se utilizar água de uma fonte não contaminada por esgoto e, após a filtração, realizar a desinfecção com cloro.
Para isso, adicione 5 gotas de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) para cada litro de água filtrada. Aguarde 30 minutos antes de consumir. Para desinfecção de frutas e verduras, utilize 40 gotas de água sanitária para cada litro de água. Mantenha os alimentos imersos por 30 minutos e, em seguida, lave-os com água clorada em concentração adequada para consumo.
Cuidados com o recipiente de armazenamento da água:
O recipiente destinado ao armazenamento da água de beber deve ser higienizado adequadamente.
Lave o recipiente com água e sabão e enxágue. Em seguida, prepare uma solução com uma colher de sopa de hipoclorito de sódio (2,5%) para 1 litro de água e aplique no recipiente. Cubra e agite a solução, garantindo contato com toda a superfície interna.
Deixe agir por 30 minutos e, ao final, enxágue com água própria para consumo.
Por meio do Programa de Piscinas Saudáveis, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro busca garantir à população a qualidade dos parques aquáticos da cidade.
Apresentamos aqui os cuidados necessários no tratamento e na utilização das piscinas, com o objetivo de garantir um uso saudável, evitar a transmissão de doenças e prevenir acidentes.
Riscos relacionadas ao uso de piscinas:
O uso das instalações das piscinas e suas dependências, assim como o contato prolongado com a água, pode oferecer riscos à saúde dos usuários. Alguns desses riscos são comuns em locais com grande concentração de pessoas, enquanto outros estão diretamente relacionados às atividades recreativas ou esportivas realizadas nas piscinas.
Risco de acidentes:
Acidentes, contusões e mortes por afogamento ocorrem, principalmente:
• Pela falta de supervisão durante o uso da piscina;
• Por construções inadequadas;
• Pela falta de manutenção dos equipamentos.
Risco de contrair doenças:
As doenças associadas ao uso das piscinas podem ocorrer:
• Pelo contato com pisos contaminados de banheiros, vestiários e outras dependências;
• Pelo uso de objetos sem a higiene adequada;
• Pela ingestão ou contato com água contaminada.
Principais tipos de doenças:
Doenças de contato:
• Infecções de pele (pé de atleta e dermatites);
• Infecções dos olhos e ouvidos (conjuntivites e otites).
Doenças de veiculação hídrica:
• Hepatite A;
• Diarreias;
• Doenças respiratórias (resfriados, sinusites e amigdalites), entre outras.
Obrigações dos responsáveis pela piscina: